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transtorno de dismorfia corporal

A bulimia é um dos transtornos alimentares mais conhecidos dos dias de hoje. Alguns afirmam que esse é uma condição que “está na moda”, o que pode tornar o diagnóstico de situações de risco cada vez mais complexos.

Se você quer entender o que ocorre com a pessoa que sofre de bulimia, e quais são os métodos de tratamento para o transtorno, acompanhe o conteúdo a seguir.

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nove dicas para aumentar a autoestima
Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda pela Universidade de Coimbra e criadora do Psicologias Online
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mãos segurando remédios
O que é a bulimia?

No DSM-V, esse transtorno de encontra ao lado de outros conhecidos distúrbios alimentares. Nele, é característica a recorrência de episódios de forte compulsão alimentar, seguidos de métodos compensatórios para evitar o ganho de peso. Em muitos casos, o método é a indução ao vômito ou utilização de laxantes.

O transtorno compreende uma concepção distorcida da própria aparência, aliada a um quadro de alimentação inadequada, observado na presença de comportamentos compulsivos. Durante o episódio, a pessoa com bulimia ingere quantidades de alimento muito superiores a sua dieta normal.

Quando falamos da bulimia, um mito que devemos superar é a confusão com a anorexia, e a imagem da magreza extrema. De fato, a anorexia compreende a presença de magreza excessiva, fator que não necessariamente ocorre na bulimia. O elemento distintivo desse segundo transtorno é a obsessão pelo cuidado com o corpo, aliado a episódios de alimentação incontrolável.

((Leia também Transtorno de dismorfia corporal))
transtorno obsessivo compulsivo

Bulimia

mulher olhando-se no espelho
Sintomas

Alguns sintomas podem ser identificados a seguir:

● Compulsão periódica em relação ao alimento
● Ingestão excessiva de alimentos em pouco tempo
● Autoindução de vômito
● Outros métodos compensatórios, como o uso de laxantes ou jejum extremo
● Ansiedade e compulsões variadas
● Comportamentos de automutilação
● Presença de dietas severas
● Baixa autoestima e preocupação excessiva com o corpo 

Tratamento e encaminhamento terapêutico

O tratamento deve ser feito por meio de uma equipe multidisciplinar, envolvendo psicólogos, nutricionistas e psiquiatras. A psicoterapia, sendo a mais recomendada a terapia cognitivo-comportamental, trata de questões relacionadas à imagem corporal e autoestima. Além disso, um dos enfoques mais importantes é o tratamento da compulsão e compreensão de suas bases comportamentais. Vale pontuar que a presença de atenuantes na família, como apoio emocional, é extremamente benéfico ao portador. A administração de remédios pode ser recomendada para controle de impulsos das compulsões, mas deve ser utilizada somente em casos críticos.

((Leia também Transtorno depressivo))
Quais são as causas do transtorno?

São três os fatores precursores do desenvolvimento da bulimia. Devemos considerar um elemento genético, associado a fortes tendências a compulsões no geral, o fator situacional e o fator cultural.

Quando falamos do fator situacional, estamos focando o histórico de relações interpessoais e corporais da pessoa ao longo de seu desenvolvimento. É presente o histórico de constantes pressões familiares para adequação ao padrão de beleza, elemento que pode ter levado a uma associação do alimento à punição.

O fator cultural diz respeito à difusão do ideal do corpo magro, muito presente em nossa sociedade desde o desenvolvimento infantil. Se você parar para avaliar, vai notar que esse traço cultural influencia na maioria dos episódios que compõem o histórico de relação com o alimento do bulímico.