Quando refletimos sobre a inveja, consideramos que ela faz parte da natureza humana. Apesar disso, é mais fácil admitir que somos alvo da inveja alheia, entretanto raramente somos nós os autores desse sentimento. Uma característica comum da inveja, é a de sempre se dirigir a alguém próximo, pois é difícil sentirmos inveja de alguém distante. Não sentimos inveja do melhor do mundo, sentimos inveja de quem é melhor que nós.

Inveja

Quando saímos de nossas casas, para uma viagem, nosso trabalho ou mesmo um curto passeio, costumamos carregar alguma bagagem de mão, que pode ser uma bolsa, uma mochila ou, quem sabe uma pasta de trabalho.

Entretanto, nem sempre paramos para pensar sobre o que carregamos nessa bagagem e, quando resolvemos fazer uma limpeza, descobrimos que nela estávamos levando coisas desnecessárias, coisas que talvez tenham sido úteis em outro momento e também muitas “tralhas”...

Ocorre que quando carregamos grande quantidade de coisas inúteis, não conseguimos encontrar rapidamente o que precisamos. Quem nunca precisou retirar todo o conteúdo da bolsa ou mochila para finalmente achar o celular ou a chave do carro?

Se é possível diferenciar inveja de cobiça, é preciso dizer: posso cobiçar ter o mesmo de outrem. Porém, a inveja é desejar que o outro não tenha porque eu não tenho, ou seja, não suporto que os outros tenham.


A palavra inveja vem do latim, e significa dificuldade em ver, significa não perceber que a felicidade do outro me incomoda porque não a possuo, a partir desse incomodo tão forte, passo a desejar que o outro não tenha.


Dificuldade em ver a si mesmo, dificuldade em se conhecer e perceber aquilo que falta, quem sente inveja não consegue ver os vazios do próprio eu, e por não saber aquilo que falta, quando encontro outro que possui, sou incomodado. Incômodo esse, tão grande e insuportável, passa a ser agressividade, transformada no desejo que o outro não possua aquilo que eu desejo.


Assim, a inveja é não perceber que desejo aquilo que me falta, pois assim não preciso lidar com o vazio em mim.
Dessa forma o invejoso é aquele que se fixou no tempo do sucesso do outro, como também no tempo do seu vazio, incapaz de se reconhecer também como vitorioso em suas particularidades. Se pudéssemos adentrar o íntimo daquele a quem invejamos, talvez tivéssemos piedade, pois muitas vezes a aparente realização esconde as cicatrizes da longa jornada até o sucesso.


Sigamos nós mesmos a nossa caminhada, com destino ao sucesso e à vitória, sabendo que cada jornada é única, uma vitória do outro não significa nossa derrota. Cada estrada tem seus próprios obstáculos e reconhecer nossos vazios também faz parte da caminhada.

Sobre o autor: Augusto Felizola Garcez Graduado em Psicologia. Psicoterapeuta. Tem interesse em filosofia, literatura e espiritualidade. Dedicado ao ser humano. Contato: [email protected]

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